domingo, 25 de outubro de 2009

NONA OFICINA















A cada novo encontro do Gestar II, a nossa nova família, espera ansiosa para compartilhar os momentos de alegria, de dúvidas, de angústias de certezas e de novas experiências. Ah, como é bom viver, sonhar, amar, crescer e compartilhar... No dia 14/10/09, aconteceu a nona oficina do Gestar II no Instituto Estadual de Educação Maria Cristina.Pela manhã, após saudar a todas, iniciei o encontro com um texto do Pablo Neruda em PowerPoint:

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, justamente os que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos... Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje! Não deixe de morrer lentamente! Não se esqueça de SER FELIZ!”

Feita a reflexão e os devidos comentários, encaminhei a dinâmica do complemento, sendo e no final as duplas deveriam produzir um pequeno texto no gênero que achassem melhor, socializando os mesmos em seguida. Vejam as produções:

Soní e Rosane
Classificados poéticos
Troca-se óculos sem lentes, com armação em excelente estado, por um par de lentes que permita ver as coisas belas davida. Preciso com urgência que essa troca se realize antes que o tempo passe e eu seja absorvida pela feiúra que nos cerca. Interessados. Entrar em contato pelo telefone 99072156, ou na rua da miopia, sem número.
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Isoldi e Márcia H.

Eu sou uma cabeça sem pescoço
Eu sou o pescoço da sua cabeça.
Eu sou uma camisa sem botão
Eu sou o botão de suacamisa.

Toda cabeça
E todo pescoço
Merecem uma camisa com botão.

Use a camisa da POOL!
A camisa que vai entrar na sua cabeça!

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Luciane e Márcia T.
Eu sou o sapato do seu pé...

Eu te levarei por
lugares incríveis...
Serei seu companheiro
De todas as horas...

Comigo você sempre
Estará seguro...

Comigo você sempre estará na MODA.
Sapatos LUMA.
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Nair, Lisete e Simone
Mala sem alça

Mala sem alça
Alça sem mala.
Você é uma mala
Você não tem alça.
Mala sem alça
Mala difícil de carregar.
Você é uma mala
Mala sem alça.
Mala que não me acompanha
Que fica para trás.
Mala sem alça
Não quero para mim.

Depois de boas gargalhadas, encaminhei o resgate e debate sobre a teoria a ser vista nas unidades 21 (argumentação e linguagem) e 22 (produção textual: planejamento e escrita). Iniciamos com a seguinte frase: “Toda linguagem é ideológica porque, ao refletir a realidade, ela necessariamente a refrata”. Santaella (1996) Atrás de todo ato comunicativo há persuasão. Comentamos também que nossa própria existência de seres humanos é moldada pela nossa capacidade de agir pela linguagem, pois distinguimo-nos de outras espécies animais porque somos capazes de nos constituir humanos pelo exercício da faculdade da linguagem. Assim, cada cultura organiza historicamente seus códigos de comunicação, seja na formação de seu vocabulário e estruturação sintática e semântica, seja na adequação dos textos às situações sóciocomunicativas. È pela linguagem que organizamos o saber, a vida. Pela linguagem agimos sobre nossos pares e sobre o mundo. Por isso, todos os seres humanos são, ao mesmo tempo, origem e produto da linguagem, origem e produto da história que nos leva a construir formas de comunicação e de atuação específicas. Visto nessa perspectiva, todo uso da linguagem é argumentativo, pois estabelece uma interação com o outro, uma relação de fazer social. E toda linguagem é, assim, um processo sempre em movimento.
Depois retomamos a atividade da página 17 do TP6 para analisar a importância da linguagem verbal e não-verbal na construção da argumentação. Outra atividade que fizemos foi da organização e defesa de idéias do AAA6 página 17. O debate foi interessante, pois percebemos que o contexto é fundamental para a construção do significado e da argumentação, e é preciso fazer com que os alunos se deem conta disso na hora que forem produzir os seus textos. Trabalhamos também o texto “ Os parentes” do TP6 (p.44) “As diferentes pistas do texto” do AAA6 (p.33). Em seguida para relaxar um pouco ouvimos, cantamos e olhamos um PowerPoint com a música: “ Deus e eu no sertão” de Vitor e Leo.
Continuando os nossos trabalhos, falamos sobre a produção textual: planejamento e escrita e ficou claro que um bom planejamento possibilita o desenvolvimento e o aprendizado do aluno em direção à sua autonomia. Portanto, quando modelamos ou mesmo damos exemplos para o aluno a partir de nossa experiência pessoal, esperamos que isto sirva de alavanca para a sua criatividade, oferecendo alternativas às estratégias que já conhece. Em seguida lemos o texto “A primeira cartilha” de Moacyr Scliar, e feitas as devidas observações e comentários encaminhei uma atividade de produção textual para as cursistas, na qual elas poderiam escolher entre as alternativas: 1) Escreva sobre uma experiência engraçada da sua vida de estudante.2) Escreva um texto sobre a sua história como educador(a), como surgiu a motivação,como se sentiu e argumentou, justificando as suas escolhas. O momento de produção foi normal, mas na hora de compartilhar as leituras, o clima foi mágico e único. Foi realmente uma reflexão e um resgate de histórias vividas e marcantes para todas elas. A experiência da vida de estudante que era para ser engraçada, por incrível que pareça, de tão trágicas que foram, acabaram despertando o maior riso... Virou uma tragicomédia. Outro item que chamou a atenção foi que todas queriam compartilhar o seu texto, e as cursistas comentaram que o mesmo acontece com os alunos em sala de aula quando da aplicação e socialização das atividades dos avançando na prática. Comentaram também que quando a produção é significativa para os alunos fica mais fácil escrever. Bem, o Gestar ao proporcionar essa troca de experiências entre professores e alunos, professores e escola já está garantindo seu sucesso. Acompanhem a seguir a riqueza de vivências das cursistas em suas produções (realmente é uma pena que aqui não é possível registrar todos os comentários que acompanharam todos os textos, dos sentimentos, das reações, das superações das dificuldades vividas. E muitas vezes, ao encaminharmos uma produção textual com nossos alunos não conhecemos sua real história de vida, seus medos, conflitos, traumas. Isso quando ,de forma inconsciente, não desencadeamos outros medos, outros traumas nos alunos, os quais eles poderão carregar por muito tempo... Pois bem, no momento que nos damos conta disso e conhecermos realmente os nossos alunos tudo poderá ser diferente):

Cursista Soní.
Crime e Castigo.


Lembro-me, como se fosse hoje, do meu desejo de ler, por conta própria, as histórias que me eram narradas, diariamente, por minha mãe. Eu ambicionava tanto possuir tal habilidade e dava a ela tamanha importância, que costumava mentir, para as crianças menores, que já a possuía. Assim, recontava as histórias ouvidas, como se as tivesse lendo.
Quando entrei para a escola, aos seis anos, não tardou para que isso ocorresse, bem antes, inclusive, do que a maior parte da turma. Contudo, não fui exatamente “premiada” pelo que, para mim, era um grande feito. A professora irritava-se com o fato de que, ao solicitar que a turma lesse em voz alta as palavras no quadro, apenas eu o fizesse, ou o fizesse antes dos outros ou no lugar do colega que foi requerido. A saída encontrada por minha adorável professora foi tirar-me da sala todas às vezes, me mandando para o banheiro.
Até hoje me questiono: por que o banheiro? Já que ia me tirar da sala, não podia me mandar para a biblioteca ou o parquinho da escola? O banheiro tornou-se para mim, uma punição por ter lido antes de meus colegas. Fiquei sem entender a professora, deixei de ler em voz alta durante aquele ano e, felizmente, no ano seguinte, a professora não me tirava da sala e ainda me deixava ler para os colegas os livrinhos que levava de casa.
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Cursista Lisete.
Um Peso na Consciência.

Minha primeira visita a uma biblioteca pode-se dizer que foi “traumática”. Nunca havia entrado em um espaço físico com tantas prateleiras e tantos livros expostos nelas. Neste dia, que não recordo o ano nem minha idade específica, talvez estivesse na 2ª série, acompanhei minha amiga Kelly até a Biblioteca Pública. Até então não sabia o que era uma biblioteca, pois na escola também não líamos nem retirávamos livros com a professora.
Kelly e eu observamos os livros e escolhemos, cada uma um, para levar. Lembro-me que se tratava de uma história indígena, com texto e figuras. Se minha amiga registrou o seu livro com a bibliotecária e depois de alguns dias o devolveu, eu não sei. Mas eu, que desconhecia tais regras, levei o livro para casa sem registrar. Li, guardei, reli, guardei. E agora, o que fazer com ele? Soube através de amigas, Kelly talvez, que devemos registrar os livras com a bibliotecária e devolvê-los depois de alguns dias. E agora? Apavorei-me. Fiquei desesperada! Não contaria para ninguém nem para meus pais, para não ser repreendida e levar uma surra.
O livro estava escondidinho, mas estava ali, pesando na minha consciência. Até que encontrei uma solução para o meu problema: “Queimei o livro”. E assim, na minha inocência, acabei com a minha preocupação e com o peso na minha consciência.
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Cursista Rosane
Eu na Quarta Série.

Certo dia, nas aulas de ciências, quando estudava na quarta série, numa escolinha multisseriada ( que tem alunos da 1ª a 4ª série na mesma sala) do interior de São Martinho com uma única professora, estávamos estudando sobre vermes e lombrigas.
Eis que uma semana depois, tivemos uma prova sobre estes conteúdos. E lá estava a “maldita” questão. A resposta para esta questão era solitária, mas eu como sou de origem alemã sabia a resposta somente em alemão, não lembrava de jeito nenhum como era essa palavra em português. A nossa professora também era de origem alemã e, portanto, sabia falar em alemão. Chamei-a para a minha classe e falei do meu dilema, de saber a resposta só em alemão, até disse para ela como era a resposta, mas ela não aceitou, dando como errada a questão, mesmo sabendo que o meu erro não era por não ter o conhecimento e sim por não dominar ainda a Língua Portuguesa. Fiquei muito sentida e chateada e a partir desse dia não fui mais a mesma aluna. O bloqueio foi tanto que até reprovei naquele ano.
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Cursista Márcia Thalheimer
Um Dia Especial.

Com apenas cinco anos de idade, o meu maior desejo era acompanhar a minha irmã e freqüentar a escola.
Com esse objetivo, certa manhã, quando estava sozinha em casa, resolvi tomar banho, trocar de roupa e ir para a escola. Coloquei muita água no feijão para que não queimasse e fui para a escola. Fiz tudo isso escondido dos meus pais.
Quando cheguei na escola, foi grande a surpresa da professora Dulce e da minha irmã. Porém, a professora não hesitou. Convidou-me para entrar e gentilmente ofereceu-me um desenho para pintar.
Meu coração batia diferente, tamanha a alegria em poder fazer parte do meio escolar.
Porém, tudo que é bom dura pouco. Quando avistei meu pai que vinha chegando na escola, logo pensei que tudo isso iria terminar naquele instante mesmo.
A professora Dulce, que sempre foi muito carinhosa, conversou com o meu pai. Eu ansiosa, esperava o final e as conseqüências dos meus atos.
Quando me chamaram para conversar, fui pensando no pior. Entretanto, tive uma surpresa. A partir daquele dia, mesmo não tendo sete anos, pude começar a freqüentar a escola, graças a professora Dulce que também foi o estímulo para a minha escolha profissional: ser professora.
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Cursista Simone
A Cartolina.

Um certo dia a professora Marlene Frizzo pediu para que nós trouxéssemos, na aula seguinte, uma cartolina. Cheguei em casa e mostrei o recado para minha mãe. Ela leu e releu o bilhete, após disse-me que não sabia o que era cartolina. Então ela pegou um papel de presente, enrolou-o e disse para eu levar aquele. Alegre e feliz fui para a aula, quando a professora pediu da cartolina, os meus colegas foram mostrando o que haviam trazido e aí eu percebi que o que eu havia levado não era cartolina, apenas um papel simples.
A professora percebendo isso, disse que quem não havia trazido, poderia pedir um pedaço emprestado de algum colega.
E assim, fizemos um trabalho maravilhoso para o Dia das Mães.
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Cursista Nair
O Início da Vida Escolar.

Quando comecei minha vida escolar, que era meu maior sonho, eu tinha 6 anos de idade, minha mãe durante uma semana me acompanhou até a escola, a fim de familiarizar-me com o ambiente, colegas, e professora. E também para que perdesse o medo de ficar sozinha, longe dela.
Na semana seguinte uma colega de mais idade e nossa vizinha se prontificou em levar-me a escola, pois também estudava no mesmo turno.
Comecei a gostar de ir no colégio e dificilmente perdia uma Aula. Adorava pintar, desenhar , escrever, ler e brincar com os colegas.
Lembro-me que durante o recreio brincávamos muito de casinha, escolinha, esconde-esconde, mas um fato que me marcou bastante foi quando íamos embaixo da escola, pois o porão era alto e procurávamos tatuzinhos, ou seja, soprávamos nos buraquinhos até que eles apareciam e cada colega queria achar mais que o outro.
Também, no final da aula eu subia e descia os barrancos e valetas da estrada, onde ficava brincando com os colegas, sem ver o tempo passar e chegava em casa suja e cansada.
Certo dia após a aula, estava brincando e cai. Me machuquei muito, fui para casa chorando e minha mãe ficou assustada vendo minha aparência e a partir daquele dia deu-me um ultimato, que se nos outros dias eu não voltasse logo para casa após o término da aula, ela iria me buscar com uma vara e iria me surrar.
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Cursista Isoldi
Meus Primeiros Dias Como Educadora.

No ano de 1982 eu estava em casa quando chegou meu irmão, que era professor e me disse: “Você vai lecionar”. Fiquei emocionada e foi então que meu pai me levou até a escola onde iria começar o meu trabalho, era no interior. Lugar este que eu não conhecia, nem mesmo os moradores.
De início foi difícil, pois tive que morar lá e trabalhar com alunos de 1ª a 4ª série juntas numa única sala. Eu não tinha magistério e nenhuma experiência, me baseava de como minha professora de primário fazia e também pedi ajuda para meu irmão e minha cunhada que eram professores e tinham o magistério. Aos poucos fui descobrindo como fazer um plano de aula. Mais tarde (dois ou três meses), fui transferida de escola, que alívio, ficava mais perto e nesta escola tinha outros professores. Nesta escola deram-me uma primeira série, até hoje não sei como alfabetizei aqueles alunos. Anos mais tarde (bem mais tarde) encontrei uma ex-aluna “daquela escolinha” e ela me disse que fui sua professora de 1ª série. Logo perguntei: ”E você aprendeu a ler?” Percebi que com esforço e boa vontade a gente consegue tudo o que quer.
Mais tarde, já fazendo faculdade, trabalhei Português e Matemática nesta escola com alunos de 5ª e 6ª séries. Nesta mesma época fui diretora e as coisas melhoraram.
Enfim, estou até hoje trabalhando já passei por muitas escolas.
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Cursista Márcia Hanauer
Como Escolhi Ser Professora.

Quando tinha dez anos de idade, lembro-me, como se fosse hoje, meu pai me puxou para o canto da casa de uns amigos nossos em Porto Alegre para me dizer que eu iria ser professora.
No momento fiquei assustada, pois como disse antes, tinha dez anos e não pensava, ainda, seriamente no que iria fazer quando fosse maior.Como todo aluno pensava em ser professor, mas todos diziam que era devido a influência da professora, em sala de aula, pois gostavam muito dela.
Daquele momento em diante, minha vida tomou outro rumo, deveria ser professora, segundo meu pai. Pois logo que terminasse o magistério trabalharia, teria renda e poderia, depois estudar o que quisesse.
Fomos, nessa época morar no MS, comecei a aceitar o destino. Voltamos quando iria cursar a 8ª série, pois o ensino de lá não era muito “forte”.
Quando comecei a cursar o magistério no Sul, gostei, me empenhei, tirei notas boas, mas o estágio foi minha decepção, quis desistir duas vezes, por sorte a coordenadora da 3ª série não deixou.
Segui também, pois não sou de desistir, se não quero, jé não opto. Terminei o estágio e procurei outros caminhos. Mas, o destino quis que eu seguisse o desejo de meu pai.
Chegando em Humaitá, precisavam de professora de Língua Portuguesa (pois eu cursava Letras para ser tradutora e não professora), e continuo até hoje, tenho nomeação no município de 40 horas e sou feliz e realizada no que faço.
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Depois de toda riqueza textual apresentada pelas cursistas, observamos mais algumas atividades do AAA6, as quais poderão ser desenvolvidas com os alunos em sala de aula: ”Estratégias e dicas para seu texto” p. 56 e “Construa as suas próprias estratégias” p. 59. Feita a observação, encaminhei a apresentação dos relatos dos avançando na prática, atividade esta que é sempre esperada pelas cursistas, devido a troca de experiências. Logo após encaminhei a atividade prática do TP6 (p. 219), na qual as cursistas deveriam continuar o texto “Espírito Carnavalesco”, fazer as anotações do planejamento para escrevê-lo, socializar e fazer um planejamento sobre a utilização desse texto em sala de aula com os alunos. A seguir os finais e algumas atividades


Cursistas Rosane, Soní e Simone
a) Continuação do texto.
- Mas criatura, é época de carnaval e nem é tão tarde assim!
Dito isto, vira-se para o lado e, antes que a esposa pudesse argumentar, já estava dormindo novamente. Ela, indignada e vendo que não havia alternativa, dispõe-se a resolver sozinha o problema. Veste, então, um agasalho e desce a escada rapidamente, rumo ao impertinente e constante barulho.
Chegando lá, é surpreendida por um grupo de pessoas maior e ainda mais animado do que supunha. Antes que pudesse falar qualquer coisa viu-se envolvida por um trenzinho de foliões, mais especificamente entre a colombina e o zorro. Este, a segurava firmemente pela cintura, o que a deixava nervosa e, num certo sentido, fora de si.
Em poucos minutos, estava completamente envolvida pela alegria e descontração do ambiente. Tanto que, apenas aos primeiros raios de sol, lembrou-se de retornar ao apartamento, onde o marido dormia, tranquilamente ignorante do fato de que sua esposa acabou envolvida pelo espírito carnavalesco.

b) Planejamento – como trabalhar o texto em sala de aula.
Criação de um desfecho para a narrativa, em duplas.
Leitura dos textos para a turma.
Dramatização dos textos, incluindo o desfecho criado pelas duplas.
Trabalho com o tipo de discurso.
Extrapolação: Realizar um paralelo entre o carnaval antigamente e nos tempos atuais (costumes, músicas, fantasias...)
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Cursistas: Isoldi e Márcia H.
a) Continuação do texto.
Ouvindo isto, ele foi até a quadra do ensaio. Caminhou 15 minutos e chegando lá, viu todos dançando, cantando alegremente. Segui seu objetivo, com dor no coração, encerrar o ensaio.
Procurou um microfone, foi logo perguntando quem era o responsável pelo ensaio, cada pesssoa indicava outra. Foi passando o tempo e quando encontrou o responsável o ensaio terminou.
Chegando em casa sua esposa estava feliz, pois seu marido havia acabado com o ensaio.

b) Planejamento – como trabalhar o texto em sala de aula.
Antes de entregar o texto, formar grupos de três componentes para que haja mais discussão e opiniões. Seguindo, deverão ler o texto e produzir o final, como sugestão transformá-lo num texto humorístico. Após cada grupo apresenta o mesmo, na integra, da forma que achar melhor, dramatizando, desenhando ou simplesmente lendo.

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Cursistas: Márcia T., Lisete, Nair e Luciane.
a) Continuação do texto.
- Mas será que eles vão aceitar meus argumentos?
- Não sei, mas alguma atitude precisamos tomar.
Então ele dirigiu-se ao pavilhão para conversar com o presidente da escola.
Porém, ao chegar lá e assistir o ensaio, ficou empolgado com a animação dos componentes, sendo que os mesmos o convidaram para participar e fazer parte do bloco.
A princípio ficou em dúvida, mas aos poucos foi se envolvendo e sem perceber já estava contagiado pelo espírito carnavalesco.
Enquanto isso, a esposa caminhava de um lado para outro em casa, tapando os ouvidos e aguardando o retorno do marido, com a questão solucionada. A impaciência era tanta, que decidiu ir ver o que estava acontecendo. Para sua surpresa, avistou o marido entre os integrantes da escola. Ao avistá-la, o marido, pega ela pela mão arrastando-a para a folia.

b) Planejamento – como trabalhar o texto em sala de aula.
Distribuir uma cópia do texto para os alunos.
Leitura silenciosa do texto.
Em grupo, tecer comentários sobre o texto e refletir sobre a temática abordada.
Produzir um final para o texto.
Desafiar os alunos a confeccionarem uma máscara carnavalesca.
Socialização do final.
Estimular os alunos a pesquisarem músicas carnavalescas e coreografias.
Apresentação das coreografias escolhidas pelos grupos ao som de músicas carnavalescas.

Com a socialização da atividade concluímos as atividades desta oficina, e fomos para um delicioso almoço, pois à tarde teríamos mais Gestar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Formação em Porto Alegre - 2ª etapa



Ansiedade, expectativa, saudade, curiosidade e a necessidade de buscar novos conhecimentos, novas orientações e troca de experiências, foram os sentimentos que nos moveram e motivaram no segundo encontro do Gestar II em Porto Alegre de 28/09 a 02/10/09.

A alegria do reencontro realmente é indescritível... rever os amigos foi uma grande emoção... A família do profe Mau estava novamente reunida para compartilhar idéias, sentimentos, risos, desafios, experiências, angústias... E o nosso mestre Mau sempre presente para nos orientar e fazer um link com o que estava sendo exposto. Maravilhoso. Sem esquecer do nosso sempre prestativo “Bill Gates, nosso colega Casiano.

Como sempre, passamos a semana correndo contra o tempo, era tanta coisa para ver, estudar conversar, que realmente faltou tempo,ou seja, o tempo passou rápido demais.
Depois dessa semana de estudo estamos de volta a nossos municípios para trabalhar as outras 40 horas com nossas professoras cursistas. E apesar de muito trabalho, estudo e leitura temos ainda que correr novamente contra o tempo, mas nada que não possa ser superado com boa vontade e dedicação.
Alguns momentos do reencontro do Gestar II em Porto Alegre.



























sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Algumas avaliações do Gestar II



Avaliações do Gestar II até o momento – 40 horas.

Cursistas: Nair e Márcia Thalheimer
O programa Gestar II, além de nos trazer a fundamentação teórica, apresenta atividades e oportuniza a socialização de experiências significativas para o trabalho do professor.

Os encontros até o momento, foram de grande valia, pois através dos mesmos foi possível fazer uma reflexão sobre a nossa prática pedagógica e acrescentar novas sugestões, as quais fizeram com que as nossas aulas se tornassem mais prazerosas para os alunos e professores.

Com as atividades dos “avançando na prática” percebemos a importância e a necessidade de apresentar idéias novas para os alunos proporcionando maior motivação e participação.

A maior dificuldade que encontramos é a questão do tempo reduzido o que dificulta a leitura e o aprofundamento nos temas apresentados e na aplicação das práticas com os alunos, o que causa uma certa angústia em nós professores.
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Cursistas: Márcia Hanauer, Isoldi e Simone
O Gestar II veio contribuir para a nossa prática pedagógica, além de nos dar a fundamenação teórica, traz sugestões de atividades e oportuniza a socialização de experiências que são significativas.

Os encaminhamentos das atividades, as explicações teóricas enriquecem as oficinas que são bastantes diversificadas, com a utilização de várias técnicas e materiais.

Quando aplicamos os “avançando na prática” em sala de aula, os alunos já têm uma expectativa positiva, pois já sabem que as atividades são interessantes e diferentes, prontamente recebem a instruções e participam da produção individual ou coletiva.

O que sentimos é a falta de tempo para a leitura, preparação das atividades e produção em sala de aula, sempre fica alguma coisa para trás, pois todos querem ler as suas produções. Em virtude do tempo acabamos também deixando um pouco de lado os conteúdos que são importantes e que devem andar justos.

Enfim, o Gestar II veio a somar, diversificando as atividades, a maneira de ensinar e transmitir os conteúdos, é um material que nos dá base e exemplos que estão enriquecendo nossas aulas.
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Cursistas: Luciane e Lisete.
O Gestar é um programa que veio contribuir para a nossa prática pedagógica. Além de nos dar a fundamentação teórica, traz sugestões de atividades e oportuniza a socialização de experiências entre as cursistas que tem sido significativas para nós.

Os encontros foram maravilhosos, a professora formadora está muito bem preparada, procura trazer materiais atualizados e dinâmicos sobre os conteúdos de língua portuguesa, bem como estimula-nos com vídeos motivacionais e orientações pertinentes.

A recepção dos alunos quanto as práticas está sendo muito positiva. Os mesmos têm participado ativamente das atividades, têm produzido textos cada vez melhores e aguardam ansiosos por novidades. Além disso, têm acompanhado as informações postadas nos blogs e têm motivado-se a criam um blog coletivo.

O material disponibilizado pelo Gestar II traz discussões lingüísticas atuais, incentiva a leitura e a produção escrita tanto do aluno quanto do professor. Uma das maiores dificuldades enfrentadas tem sido a falta de tempo para dar conta dos TPs, fazer os relatórios, bem como aplicar todas as atividades que gostaríamos em sala de aula, até porque cada escola tem um Plano de Curso que não pode simplesmente ficar de lado.

Apesar disso, avaliamos positivamente o programa desenvolvido até aqui e esperamos continuar a nossa caminhada em busca de formação e comhecimento.

Sentimo-nos envolvidas com e pelo Gestar II.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Oitava Oficina



À tarde, iniciei o encontro com o Clipe:”Assalto com cultura”. Em seguida retomamos os tópicos teóricos sobre coesão e relações lógicas no texto. O debate girou em torno de que a coesão textual refere-se às relações de sentido que se estabelecem no interior do texto. Enquanto a coerência textual se constrói na relação entre o texto e seu contexto, a coesão se constrói na interrelação entre as partes do texto, fazendo dele um todo significativo. Por isso, a coesão textual é solidária a coerência. Cada um dos elementos que marca essa continuidade é chamado de elo coesivo. Elos são os elementos que vão retomando as ideias para dar continuidade aos sentidos do texto.
Um elo coesivo pode apontar para referentes fora do texto –na situação sociocomunicativa – ou para outros termos já explicitados no texto (envolvendo as classes gramaticais -as mais usadas: preposição, conjunção advérbios- ou deixando subentendido algum elemento). Um texto para produzir sentidos e ser coerente, deve fornecer informações adequadas para que o leitor/ouvinte seja capaz de construir uma representação do mundo textual. As relações lógicas dão pistas sobre como essas informações devem ser organizadas. Reconhecer isso é parte das competências de leitura, de interpretação e de produção de um texto. Embora as relações lógicas sejam operações de raciocínio lógico expressas linguisticamente, a organização lógica de um texto depende também da situação de interação, ou do contexto. Por isso, a escolha de como será feita essa organização corresponde sempre a uma intenção comunicativa que está incorporada ao texto. A língua dispõe de variados recursos para marcar as relações lógicas que constituem a textualidade e funcionam como pistas para a depreensão dos implícitos. As orientações para uma correta interpretação das relações lógicas são parte das relações de coesão e coerência de um texto.

Depois dos debates,encaminhei algumas atividades práticas. A primeira delas foi a construção de uma história maluca, construída coletivamente, com os objetos que foram apresentados na seguinte ordem: menina – grampo de cabelo – porta moedas – desodorante roll-on – brinco – convite de aniversário – creme hidratante – máquina fotográfica – concha – clips – rádio AM, FM e uma bolinha. A história deveria ser construída de forma que ficasse coesa e coerente.


As Aventuras de Aninha.

A menina do vestido verde tinha belas tranças douradas. Carregava consigo uma cesta de flores do campo, que havia colhido.
Para sua surpresa, uma de suas tranças começou a desfazer-se, pois havia perdido o grampo.
Voltando para casa encontrou um porta moedas. Abriu-o e verificou que estava cheio de moedas. Pensou: “Se não aparecer o dono, vou comprar um grampo e um desodorante roll-on de erva doce da Natura”.
Ansiosa para contar o que havia acontecido a sua mãe, saiu correndo e durante o percurso acabou perdendo o seu brinco.
Chegando em casa, a sua mãe esperava apreensiva na porta, com um olhar questionador e algo escondido em suas mãos.
A menina que estava louca para contar o acontecido para a mãe, acaba vencida pela curiosidade e perante a cena pergunta:
- O que tens aí escondido?
Sua mãe mostra o convite para uma festa de aniversário, juntamente com o presente que havia comprado, um creme hidratante para crianças.
O dia da festa chegou. Aninha lembrou-se de levar a câmera digital para registrar os melhores momentos. Como a festa era na beira da praia, deparou-se com belas conchas do mar, as quais foi recolhendo. Colocou-as em sacos plásticos e fechou-os com clips.
A festa estava animadíssima com o rádio sintonizado na Rádio Alto Uruguai FM. Porém, alguns preferiram ir para perto do mar e jogar bola.





Outra atividade feita foi o enlace de idéias (AAA5 pg. 95) e a produção textual do PLAT (AAA5 pg.113). No decorrer das atividades as cursistas já foram vendo as adaptações necessárias e possíveis para que a atividade pudesse ser aplicada com os alunos em sala de aula. No decorrer das apresentações observei que antes de começar a escrever é preciso uma organização: Saiba o que escrever; Para quem escrever e como escrever.

POR QUÊ????
PARA CADA TIPO DE FESTA EXISTE UM TRAJE ADEQUADO;
PARA CADA TIPO DE REUNIÃO EXISTE UM PROTOCOLO ORGANIZADO;
PARA CADA TIPO DE CONHECIMENTO EXISTE UMA ESPECIFICIDADE.
PARA CADA TEXTO UM GÊNERO ADEQUADO.

Em seguida encaminhei o relato do avançando na prática (unidade 19 e 20).
Como nos relatos anteriores as cursistas enfocaram a importância de aplicar essas atividades com os alunos e socializar a prática delas no encontro do Gestar, pois esta troca de experiências é que enriquece o trabalho e todos saem ganhando, alunos e professores. Vale ressaltar que, de acordo com a faladas cursistas, os alunos adoram as atividades do Gestar e ficam esperando pela realização das mesmas e quando acontece um imprevisto ou a professora demora para aplicar uma atividade dos avançando na prática os alunos cobram. Hoje os próprios alunos já estão sugerindo atividades diferentes e quando é possível os professores estão partindo destas sugestões para realizar o trabalho. Exemplo disso foi a cursista Luciane que ao chegar na sala, viu os alunos preparados para fazerem um amigo secreto, aproveitou a sugestão e redirecionou o amigo secreto, fazendo com que na revelação os alunos devessem dizer aas características e o estilo próprio de cada amigo e assim fez um link para introduzir o estudo da estilística. Os alunos, todos, se envolveram com gosto na atividade. Ficou claro também que os alunos conversam entre eles, como disse a cursista Lisete:”Desenvolvi uma atividade do Gestar na turma 51 e na semana seguinte quando cheguei na outra turma os alunos queriam também fazer aquela atividade e disseram que está era mais legal do que aquela que eles haviam feito. Isso mostra que as atividades Propostas pelo Gestar motivam o aluno e fazem com que ele participe, seja sujeito das atividades.
Realizada a troca de experiências dos avançando na prática, encaminhei a atividade de Produção de um texto publicitário, o qual foi socializado com os demais.


Texto1: Lisete, Márcia, e Nair
Sempre estive em suas mãos.
Rolei entre seus dedos.
Muitas vezes me senti sufocada, apertada, molhada de suor.
Me acabei de tanto ser usada.
Agora, jogas-me no lixo! Acabou.
Adeus. Vou sumir de sua vida.
A sua caneta.






Texto 2: Márcia, Isoldi e Simone
Aposente seu marido.
Chegou uma nova e revolucionária máquina que amassa e aquece.
Use-o em outras atividades.
Nova Panificadora Britânia.

Antes de concluirmos o encontro, conversamos um pouco sobre o programa do curso Gestar II e achei por bem fazer uma avaliação destas 40 horas de encontros presenciais e as demais atividades à distância. Para finalizar o encontro olhamos o power point com as expressões idiomáticas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sétima Oficina


Em meio ao silêncio, a calma e o vazio da escola, devido à paralisação das aulas em virtude da “gripe A”, encontram-se os professores de Língua portuguesa e Matemática para mais um encontro do Gestar II. Assim, dia 03 de agosto concluímos às 40 horas de encontros presenciais em Humaitá. Neste dia realizamos duas oficinas, uma pela parte da manhã e outra à tarde. O primeiro momento, de reflexão e dinâmica, foi realizado com os professores das duas áreas (Português e Matemática). Iniciamos o encontro com a dinâmica da lista, ao som da música “VangelisHymne” os professores tiveram um momento reflexivo ao responderem as seguintes questões:
1.Faça uma lista de 10 grandes amigos.
a) Refaça esta lista com os nomes dos amigos que hoje você ainda vê.
2. Faça uma lista de 5 sonhos que você tinha a 5 anos atrás.
a) Refaça esta lista escrevendo os sonhos que já realizou.
b) Escreva 5 sonhos que você quer realizar daqui a 10 anos.
3. Faça uma lista de 10 coisas que você considera fútil e vulgar.
a) Refaça a lista colocando 10 valores imprescindíveis atualmente.
4. Faça uma lista de 5 alunos que você traz na memória, mas não estão presentes no cotidiano.
a) Refaça a lista com o nome de 5 alunos que deixarão saudades
.5. Faça uma lista de 10 colegas que começaram a sua história como professora.
a) Refaça a lista escrevendo o nome dos professores que continuam lutando pelo magistério.

Em seguida ouvimos e assistimos o clipe: ”A lista” de Oswaldo Montenegro. Para finalizar a dinâmica fizemos o amigo secreto do dia, em que cada um escreveu uma mensagem para seu amigo e compartilhou um abraço. Depois cada área foi para sua sala para dar continuidade aos trabalhos.



Inicialmente lemos o texto “CADA UM É CADA UM” de José Roberto Torero e comentamos o estilo de cada um, as diferenças, e constatar o que é estilo e o que é variante lingüística, pois a diferença entre estilo e variante linguística está na intenção do indivíduo no momento da fala. Se esta contém uma carga de expressividade, porque o falante deseja manifestar ou transmitir emoção naquele ato de fala específico, esse fato é matéria da estilística. Se, ao contrário, um certo indivíduo tem como característica permanente uma forma particular de uso da língua, esse fato constitui um idioleto e pertence a linguística. A língua apresenta variações, conforme os grupos que a usam. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades, recursos normais para aquele grupo e a estilística estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e formação das palavras, à constituição da frase e do discurso.

Em seguida falamos sobre a estilística do som e da palavra e nos divertimos um pouco. Tente repetir a combinação de sons sem engasgar:


TRÊS PRATOS DE TRIGO PARA TRÊS TRISTES POBRES TIGRES.

NUM NINHO DE MAFAGAFOS,
SEIS MAFAGAFINHOS HÁ,
QUEM OS DESMAFAGAFIZAR
BOM DESMAFAGAFIZADOR SERÁ.


Depois sugeri que as professoras fizessem uma lista de provérbios que elas conhecessem. Feita a lista, socializamos os mesmos e reescrevemos alguns modificando o final. A atividade foi muito legal, pois enquanto trabalhávamos com estas atividades, as cursistas já iam acrescentando idéias nas mesmas para aplicá-las com os alunos. Em seguida apresentei alguns advérbios já modificados, lemos e nos divertimos.

CORRIGINDO DITADOS
1.. É dando.............................que se engravida.
2.. Quem ri por último.............é retardado.
3.. Alegria de pobre............... é impossível.
4.. Quem com ferro fere............não sabe como dói.
5.. Sol e chuva....................vou sair de guarda-chuva.
6.. Em casa de ferreiro............só tem ferro.
7.. Devo, não pago.................nego enquanto puder.
8.. Quem tem boca, fala........... quem tem condição vai a Roma.
9.. Gato escaldado ................morre.
10..Quem espera....................sempre cansa.
11..Quando um não quer.............o outro insiste.
12..Os últimos.....................serão desclassificados.
13..Há males.......................que vem pra piorar.
14..Se Maomé não vai à montanha....então vai à praia.
15..A esperança e a sogra..........são as últimas que morrem.
16..Quem dá aos pobres.............cria o filho sozinha.
17..Depois da tempestade...........vem a gripe.
18..Devagar........................se chega tarde.
19..Antes tarde....................do que mais tarde ou não vir.
20..Em terra de cego...............quem tem um olho é caolho.
21..Quem cedo madruga..............fica com sono o dia inteiro.
22..Pau que nasce torto............mija fora da privada.

Depois de boas gargalhadas, encaminhei a dinâmica das três cores para fazermos o estudo, debate sobre coerência e coesão do texto, visto que a coerência é um dos fatores de textualidade que permitem fazer de um amontoado de frases um texto. Mas ela não se prende exclusivamente a aspectos linguísticos: é resultado da interação entre os interlocutores – autor e leitor – com o texto, e pelo texto numa dada situação sócio-comunicativa. A dimensão linguística fornece pistas para que, na leitura, seja (re)construído um mundo textual, que pode ou não coincidir com a versão que se tenha do mundo real. A coerência pode estar ligada a uma interpretação e, por isso, depende, em grande parte, das inferências que o leitor seja capaz de fazer a partir das pistas textuais e de seu conhecimento do tema e do mundo. Por isso, para o estabelecimento da coerência textual, contribuem tanto fatores linguísticos quanto aqueles ligados ao contexto situacional, os interlocutores em si, suas crenças e intenções comunicativas, além da função comunicativa do texto em si. A coerência não é uma questão de tudo ou nada, mas de gradação de possibilidades. Com o domínio de habilidades de leitura desenvolve-se a consciência para as estratégias que utilizamos na apreensão dessas pistas. Assim, torna-se importante o equilíbrio entre as informações que já são do conhecimento prévio do leitor e as informações novas que o texto pretende trazer.

Para melhor entender a coerência, lemos e resolvemos algumas atividades do AAA5 – versão professor (atividades página 57 e 62). Feitas as atividades e apresentadas as demais cursistas, passamos aos relatos do avançando na prática – unidades 17 e 18. Este é um dos momentos mais esperado, pois a troca de experiência é maravilhosa e muito produtiva. No momento dos relatos, a diversidade de atividades e opiniões são fantásticas e contribuem para enriquecer o trabalho de todas as cursistas em sala de aula, visto que uma sugestão complementa a outra. Além das atividades aplicadas com os alunos em sala de aula, as professoras estão adaptando as mesmas para trabalhar na hora do conto e os alunos estão gostando muito. Outro item que merece ser comentado é que as professoras estão adaptando também as atividades de produção com as atividades gramaticais, ou seja, integrando teoria e prática, o resultado está sendo muito bom.

Feita a socialização do avançando na prática, encaminhei a atividade de estudo e análise do texto publicitário “Furnas. Uma Empresa cada vez mais verde , amarelo, azul e branco.” A seguir as análises feitas pelas cursistas.














Grupo 1: Luciane, Márcia T. e Nair
O texto enfoca a preocupação com as práticas sociais e ambientais. Ao mesmo tempo gera riquezas e preserva o patrimônio dos brasileiros. Faz uma intertextualidade entre a linguagem verbal e não-verbal, pelas cores e imagens que apresenta. As cores presentes no texto são as mesmas da nossa bandeira brasileira, símbolo do nosso país, dando abertura para que possamos fazer a leitura de que a empresa também brasileira e, portanto, símbolo nacional. Um dos efeitos pretendidos é mostrar que é justamente por preservar o ambiente que ela se destaca. Portanto, é um texto publicitário que usa com propriedade a linguagem verbal e não-verbal para garantir a construção da coerência textual e alcançar os efeitos de sentidos pretendidos, dentre esses o de que a empresa está se tornando cada vez mais brasileira, por estar preocupada com o país como um todo.












Grupo 2: Márcia H., Isoldi e Simone
O texto demonstra a preocupação que a empresa tem com os brasileiros (e tudo o que os envolvem), por isso se torna cada vez mais verde, amarelo, azul e branco, que são as cores da bandeira, ressaltando assim as ações do Governo Federal. Isso tudo garante a coesão textual para que haja um efetivo entendimento por parte do leitor, para que não haja sombra de dúvidas.

Leitura, uma Prática Social.













A leitura é um processo, uma prática social que envolve a interação entre os sujeitos e na qual o leitor realiza o trabalho de desconstruir e construir os significados do texto, de acordo com os seus objetivos, seu conhecimento prévio – lingüístico, textual e de mundo -, do assunto, do autor, levando em conta o contexto em que está inserido, as histórias de leituras e as experiências vividas. Assim, ler não é uma questão de recepção passiva, nem é simplesmente decodificar, pois a decodificação é apenas um dos procedimentos que o leitor utiliza quando lê, já que a leitura envolve também outras estratégias como a seleção, a antecipação, as inferências e as verificações. E esses procedimentos são os que auxiliarão o leitor no decorrer de sua leitura, no momento em que ele tiver que tomar decisões diante do desconhecido.
Sabe-se que a leitura como uma prática social é fundamental para o desenvolvimento do ser humano, e que este a utiliza em todas as instâncias/momentos de sua vida, como também que é papel da escola e dos professores ensinar o aluno a ler, ir além do que está posto no texto. Portanto, é preciso oferecer aos alunos oportunidades para que aprendam a ler, que tenham contato com a diversidade de textos, que saibam inferir nos mesmos a partir do contexto e/ou do conhecimento prévio que possuem, que saibam verificar/testar suas suposições e que tenham presente que um texto pode possibilitar inúmeras leituras de acordo com os objetivos e propósitos que se tem.
Desta forma, a leitura deve levar o aluno ao prazer da descoberta, por isso, os professores devem mostrar a eles que a leitura é algo interessante e desafiador, que pode dar ao leitor autonomia e independência, pois uma prática/proposta pedagógica de leitura para realmente ser eficiente precisa despertar e cultivar no leitor o desejo de ler, bem como,precisa ter um embasamento teórico, objetivos e propósitos bem definidos.



PARA REFLETIR!

"Os livros não transformam o mundo.
Os livros transformam as pessoas,
e as pessoas é que transformam o mundo".
( Mário Quintana)